Sem DRM, Amazon MP3 concorre com iTunes

amazon_mp3.jpgEm combate direto ao domínio da Apple nas vendas de música digital, Amazon lançou sua própria loja de MP3. O diferencial é que os arquivos não têm DRM.

Falamos ontem sobre como a Apple, para ter controle total sobre seus produtos acaba tendo uma postura mais fechada do que deveria. Isso fica bem claro quando lembramos que as músicas vendidas através da loja iTunes são “protegidos” com DRM.

Como assim, DRM?

DRM (digital rights management, ou Gestão de direitos digitais), é uma tecnologia para controlar uma cópia de uma obra autoral. Usando esta tecnologia pode-se, por exemplo, restringir o número de vezes em que um arquivo pode ser aberto, a duração da validade desse arquivo ou os aparelhos que podem abri-lo.

Amazon MP3

As músicas compradas na nova loja da Amazon vêm sem DRM. Isso significa que essas músicas podem ser tocadas em qualquer lugar, sem nenhum limite. A loja já nasce com mais de 2 milhões de músicas para serem baixadas por pouco menos de 1 dólar.

Grandes gravadoras.

Segundo o Wired além de milhares de selos independentes, duas das maiores produtoras de música, Universal Music e EMI, vão vender suas músicas no novo serviço da Amazon. Elas representam a metade das quatro maiores gravadoras do mundo. A tendência é o resto do mercado acompanhar a mudança.

itunes_drm.jpgEstranho, mas é graças ao iTunes

Por mais estranho que pareça, é à Apple que devemos agradecer pela nova loja da Amazon ser sem DRM. Acontece que o iPod e o iPhone só tocam dois tipos de arquivo: o protegido pela tecnologia DRM proprietária da Apple, chamada FairPlay, ou arquivos totalmente sem proteção.

Assim, a escolha das gravadoras (e de quem quiser competir com a iTunes) é: lançar seu próprio DRM e não funcionar em nenhum iPod ou deixar essa história de DRM prá lá. A escolha parece óbvia.

Mas de que serve o DRM?

Para cada tecnologia de DRM há um crack correspondente. A comunidade hacker e os ativistas pela cultura livre sempre dão um jeito de liberar o material do DRM. Assim, não há qualquer prova de que o DRM seja eficaz contra a chamada “pirataria”.

O que você acha disso?

O controle da Apple sobre o mercado de tocadores de música digital acabou sendo tão grande que forçou grandes gravadoras a venderem música sem DRM. Mas empresas têm direito de usar DRM? E será que a estratégia da Amazon dará certo contra a hegemonia do iTunes?

iPhone desbloqueado será destruido

iphone.jpgSegundo o G1, a Apple está prometendo que os iPhones que foram desbloqueados vão bricar, vão virar um bonito monte inútil de plástico e metal, na próxima atualização de software feita através do iTunes.

E sem garantia.

“Não estamos tomando medidas pró-ativas para desativar iPhones que tenham sido hackeados ou desbloqueados”, disse Phil Schiller, vice-presidente mundial de marketing de produtos da Apple. Segundo ele, um iPhone que deixe de funcionar devido ao uso de software de desbloqueio perderá a garantia.

A apple é uma empresa fechada.

Dizem que uma das qualidades da apple é que ela cuida não somente do software mas também do hardware. Dizem que quem é sério sobre software, faz seu próprio hardware. A apple é assim mesmo. Mas isso tem um lado ruim: eles têm controle total sobre o produto, mesmo depois que ele já foi vendido.

Tudo na rede é bom?

O iPod é um caso maravilhoso de “software acima de um único dispositivo”, uma das regras da web 2.0. Mas o fato de o hardware depender de um software que por sua vez está sempre online e recebe atualizações online, dá um certo controle total do produto à apple, que nem sempre é o melhor para o usuário.

Teoricamente, a partir do instante que você comprou seu iPhone, ele é seu e você pode fazer o que quiser com ele. Também não é justo querer que uma empresa dê suporte a um produto que foi desmontado e teve seu software e hardware mexido.

Mas, por mais que Phil Schiller diga que eles não estão trabalhando ativamente para destruir os iPhones hackeados, é muito estranho que divulguem que na próxima atualização estes aparelhos deixarão de funcionar.

Este é um dos lados ruins do “software acima de um único dispositivo”: se a empresa quiser, ela pode destruir um produto que é seu através de uma simples atualização.

Nesse sentido, a microsoft até que é legal: seria simples também para eles destruirem um computador que use o windows pirata. Em vez disso, eles somente colocam a tal mensagem de que “você foi vítima de pirataria”… Até porque uma atitude como essas provavelmente levaria a uma corrida desefreada para o software livre: tudo que a MS tem medo.

Aí vem a pergunta: até que ponto a Apple tem o direito de destruir os iPhones desbloqueados?

iPod touch | O mundo com internet em qualquer lugar

ipodtouch.jpg

Acabei de ver o vídeo de apresentação do novo iPod touch. Não quero falar sobre ele - porque todo mundo vai falar - mas sobre assuntos que ele me trouxe à mente.

Hoje quando falamos de internet, falamos de computador. Falamos de uma pessoa sentada em uma mesa, provavelmente trabalhando, e mexendo em um teclado, com um monitor grande à sua frente.

Isso tende a mudar. Como aparelhos como o iPhone e esse novo iPod touch, além dos novos celulares que também navegam na internet há muito tempo, a tendência é que possamos ficar ligados na internet o tempo todo.

Semi-especialistas em tudo.

Com isso, a internet torna-se uma extensão de quem nós somos, das nossas habilidades e capacidades. Qualquer um de nós, na internet, somos semi-especialistas em qualquer coisa. Durante um papo sobre futebol, enquanto conectado, eu sei exatamente todos os resultados das últimas copas. Sem internet, não sei.

Então, sei ou não sei?

Sabemos somente aquilo que nos lembramos, ou sabemos também aquilo que consultamos? Se tenho absoluta certeza de que em um minuto eu tenho acesso à lista completa dos imperadores de Roma, posso dizer que sei um bocado sobre eles ou não?

Essas elocubrações vão longe, mas o fato é que aparelhos como este novo iPod touch, - e falam por aí que o google vai lançar um telefone também - que um dia nos darão acesso de qualidade à internet, com boa usabilidade, a partir de absolutamente qualquer lugar, vão mudar muito a maneira como nós nos relacionamos uns com os outros e a nossa definição do que sabemos ou não sabemos e de quem ou o que somos.

iPhone não! Quero um liquidificador BlendTech!

Depois de ver este vídeo eu decidi: não quero mais um iPhone. Quero mesmo é um liquidificador BlendTech:

Mas se alguém quiser me dar um iPhone desbloqueado - quando conseguirem desbloquear - eu não vou fazer desfeita.

A evolução da Apple

Ví no blog do Neto (aliás, um dos blogs mais interessantes e bem escritos que eu assino) o Não conte pra mamãe, uma imagem mostrando a evolução dos produtos da Apple, desde o primeiro até o iPhone.

Estou pensando em comprar um Mac

Ontem eu conversei um pouco com o Marco Gomes sobre Mac x PC… Ele me garantiu que um mac mini rende mais que um PC novo, por causa da arquitetura (os nerds mais nerds que eu vão saber do que se trata) e do Mac OS. Me convenceu (ou converteu?), de verdade.

E se der problema?

Fui falar com o Eduardo, meu sócio, sobre isso e ele me perguntou: “e se der problema? Dá pra pegar outro HD emprestado e enfiar nele num instante como acontece com o PC?” - Eu fiquei assustado com a idéia de ter que ir numa autorizada (só o nome já me dá medo) pra arrumar um computador - a vida toda eu mesmo montei e arrumei meus computadores.

O que aprender com a apple.

Esse burburinho todo por causa do iPhone faz a gente pensar: o que podemos aprender com a Apple? Na fila da padaria eu dei uma olhada na revista Exame, que está tratando justamente disso. No meio de uma série de lições pouco edificantes eu vi uma coisa com a qual eu concordei: simplicidade.

O segredo da simplicidade.

Me parece que a Apple aposta sempre na simplicidade. Quem faz software sabe que há uma maneira muito simples de fazer software simples (!): não dê muitas opções para o usuário, em vez disso, tome decisões por ele.

Me corrijam se eu estiver errado, mas me parece que as coisas da Apple não precisam de tantas configurações quanto os concorrentes. Um exemplo é o próprio Mac OS que, em vez de ter trezentas versões como o Vista, tem uma só.

Controle sobre o produto todo.

Uma vez eu li no blog do O’Reilly que “quem é sério quanto ao desenvolvimento de software, faz seu próprio hardware“.

Certamente faz toda a diferença a Apple controlar desde cada porca e parafuso de um Mac ou de um iPod, até cada linha de código. Isso também é uma coisa a ser levada a sério. Só tendo controle sobre a qualidade do produto como um todo é possível garantir a experiência apaixonante que os usuários da Apple parecem ter.

Melhor ou diferente?

Acho muito difícil dizer que os produtos (principalmente os computadores) da Apple são melhores. Com certeza são mais legais, mas quando falamos “melhor” é preciso perguntar: melhor pra quem?

Quem é programador e gosta de personalizar e ter muito controle sobre sua máquina com certeza preferirá um PC montado em casa, rodando software livre.

Quem quer gastar o mínimo de dinheiro possível, no Brasil, preferirá um PC com Windows pirata - o que é uma coisa feia, mas é a realidade.

Personalidade.

Enfim, a Apple tem uma personalidade forte, que agrada a um certo público. Mas agrada muito a este público. Muito mais do que o PC/Windows agrada ao seu público.

Eu não acredito que um dia os computadores da Apple serão mais usados que os PCs. Mas certamente eles serão sempre muito legais :)

Apple lança Safari para Windows e NOVO SITE!

Muito legal a notícia de que a Apple acabou de lançar uma versão beta do Safari 3 para windows. Isso tem um monte de implicações muito interessantes, mas que eu acho que tooodomundo vai falar (a começar do marco) e eu não vou ter muito a acrescentar.

Embora nos últimos tempos Apple tenha mudado de mercado, de foco, e até o nome, o que realmente me empolgou foi que alguém lá na Apple teve a coragem de mudar design do site.

Desde os meus primeiros dias de “webdesigner”, tempos em que eu ia ao site coolhomepages para me inspirar, o site da Apple, que ganhou vários prêmios e sempre foi meu exemplo predileto de design clean, nunca tinha mudado quase nada. O topo sempre foi o mesmo.

Agora mudou, e mudou muito.

O novo site abandona de vez o consagrado estilo aqua e vai para o cinzão que é a nova cara a Apple. Tem coisas interessantes como navegação horizontal animada em JavaScript e layouts um pouco mais ousados.

Eu ainda não sei bem o que pensar… não sei se gostei do novo ou se não gostei de matarem o clássico topo com abinhas… E você?

2001, uma odisséia no iphone

Como eu não postei aqui os comerciais novos do iPhone, porque toooodo mundo postou, aí vai um outro, feito por fãs.