Social blogging é o futuro das publicações pessoais

Alex Iskold fez uma postagem no Read/Write Web falando sobre uma evolução que estaria acontecendo no mundo da publicação pessoal. Ele divide esta história assim:

Websites. Pré-história da publicação pessoal, quando era preciso saber html para ter um site.

Blogs e diários online. Eles funcionaram por dois motivos: 1) A ordem cronológica das informações facilitam ao usuário perceber quando há conteúdo novo e acompanhar. 2) Seu sistema tornou mais fácil para uma pessoa publicar conteúdo na internet.

Redes Sociais. As comunidades focam nas interações entre as pessoas, mas tornaram ainda mais fácil criar conteúdo online. Muitas pessoas que antes se relacionavam através de blogs e fotologs migraram para o orkut, myspace, etc.

Microblogging / Social blogging. Enquanto o blog como diário é uma coisa do passado, serviços como o twitter e o tumblr estão tendo cada vez mais sucesso. Um scrap no orkut não serve para falar para todos os seus amigos sobre como foi (ou está sendo) uma balada, ou sobre um pensamento que lhe ocorreu. O blog por outro lado é muito pesado, “exige” que se escreva um artigo. O microblogging veio como um meio termo. É social mas mantém a maneira de se produzir conteúdo (organizado de maneira cronológica e para todos) que havia no blog.

Como devem evoluir as comunidades.

Penso que as comunidades vão amadurecer ao ponto de se tornarem maneiras interessantes de se produzir conteúdo online ao mesmo tempo que gerar relacionamento. É mais ou menos o que acontece em um barcamp, não é? Todos conversam, fazem amigos, e geram conteúdo tanto individual quanto coletivamente.

É nesse sentido que vai o outrolado, a comunidade que nós da desta.ca criamos em parceria com o webinsider. Não é uma ferramenta de blogging, onde cada um tem sua área “isolada” para criar seu conteúdo. Nem é uma comunidade voltada apenas para o relacionamento. É uma mistura das duas coisas.

Então, é o fim dos blogs?

Os blogs não devem ser substituidos pelo social blogging. Mas há uma diferença clara entre as duas linguagens. Blogs são sistemas mais poderosos, geram conteúdo rico (podem publicar virtualmente qualquer tipo de conteúdo), são individuais/pessoais/independentes. Social blogging tem uma natureza diferente, são sistemas mais leves e que dão menos possibilidades de personalização, geram conteúdo mais ou menos padronizado (o twitter tem limite de caracteres, o outrolado não exibe vídeos, etc) e o conteúdo é social.

Não cairemos no erro de dizer que uma coisa matará outra. Mas não tenho dúvidas de que o social blogging é uma nova e diferente maneira coletiva de produzir conteúdo e trará ainda boas surpresas. Assim como o blog começou como uma coisa imatura, para adolescentes e amadureceu para verdadeiras ferramentas para gerar conteúdo independente e relevante, o social blogging deverá amadurecer para algo muito mais interessante do que vemos hoje.

Qual é a melhor alternativa para monetizar o bom conteúdo?

Não é novidade pra ninguém que é possível viver de um blog. Mas acontece que a maioria dos blogs que realmente ganham dinheiro, o fazem através de programas de afiliados como o Google Adsense, Mercado Livre, Submarino, etc.

Aí começa o problema, se um blogueiro quer ganhar dinheiro desta maneira, deve saber que o tipo de leitor que mais clica neste tipo de anúncio são aqueles que vêm ao seu blog por acaso, procurando algo no google. São os paraquedistas. Aos poucos o blogueiro vai aprendendo que, se quer ganhar dinheiro de verdade, precisa escrever coisas que serão muito buscadas no google. Esses assuntos são os hypes.

Mas há blogueiros que não querem entrar nesse jogo. Que são donos do seu próprio meio de produção de conteúdo (seu blog), não se interessam em entrar nos meios da grande mídia tradicional e conservadora, querem se manter independentes, fazem um trabalho realmente de qualidade, focado no bom leitor, no leitor fiel que assina seu conteúdo por RSS. Pra estes, o jogo hype-google-paraquedista-adsense não funciona.

Como é que este tipo de blogueiro pode viver do seu trabalho?

Marx disse que “O escritor deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro”. Quem pensa deste modo não consegue se adaptar ao modo de monetização dependente dos paraquetistas. Vejo duas alternativas interessantes.

Fomento do estado aos blogueiros.

Um é o proposto por Antonio Martins para o Le Monde Diplomatique. “Seria possível, por exemplo, multiplicar o número de produtores de conteúdo oferecendo bolsas àqueles cuja ação é reconhecida por suas comunidades – territoriais ou virtuais – como promotora de formação e informação. Isso incluiria blogueiros, produtores de vídeos, músicos que produzem de forma compartilhada, fotógrafos. Os beneficiados pela bolsa teriam como responsabilidade aprender continuamente novas técnicas, e transmiti-las na comunidade”.

Poderíamos dizer que o Estado não tem obrigação de dar dinheiro para os produtores independentes de conteúdo. Poderíamos também dizer que ele não tem dinheiro para isso. Não seria verdade. A verdade é que o Estado Brasileiro já gasta centenas de milhões de reais com os oligopólios da mídia tradicional em forma de veiculação de propaganda estatal e empréstimos subsidiados. Não seria uma revolução, seria apenas natural que o governo investisse nos pequenos produtores de conteúdo de qualidade.

Postagens pagas

Outro modelo seria o de aproveitar a experiência do blogueiro, seu conhecimento na sua área, seu contato direto com seu público, para criar um canal de comunicação entre uma marca e seus clientes potenciais. Isso pode ser feito desde a maneira mais tradicional, o banner, até o patrocínio direto de um blog ou serviço (como é o caso do overmundo) ou a postagem paga.

É bom lembrar que postagem paga não é opinião paga. É uma empresa pagando por um serviço: a divulgação do seu produto ou serviço, um formador-de-opinião-longtail falando da sua marca, o diálogo direto com o cliente, entre outros benefícios. Mais do que isso, é marketing relevante, já que a postagem será lida por pessoas realmente interessadas por aquele assunto - pois o blogueiro de tecnologia não vai fazer uma postagem paga sobre um produto que não tem nada a ver com sua área.

Enfim, além recomendar que leiam também os textos dos amigos do Nossa Opinião sobre este assunto, quero também saber a opinião de vocês sobre a melhor alternativa para monetizar o conteúdo de qualidade, e o que pensam sobre postagens pagas.

A nova fase deste blog | Menos é mais.

minimalist_blacksquare.jpgO novo visual deste blog trouxe uma mudança cosmética. O blog ficou mais bonito, mas o conteúdo continua do mesmo jeito. No último mês eu estive testando como é a minha vida e os resultados deste blog, postando religiosamente todos os dias. O resultado é: não vale a pena.

Este blog não dá um tostão.

Desde que comecei este blog, eu tinha uma idéia de que poderia tirar uns trocados de adsense. Percebi que é bobagem. Este blog rende, no máximo, 10 dólares de adsense por mês. Assim como a Nospheratt eu também “tenho aproximadamente o dobro de leitores do feed, do que de visitantes diários”.

O noronha explicou porque este blog, assim como muitos outros blogs de nicho, não rende um tostão: os leitores deste blog têm um perfil que não clica em (na verdade, nem enxergam) adsense, nem em programa de afiliados. E o assunto é tão de nicho, que não atrai paraquedistas (esses sim, são os geradores da grana via Adsense).

Não quero paraquedistas.

Não vejo nenhum problema com blogs que buscam paraquedistas para ganhar com Adsense. Só que não é o meu caso. Eu gosto de ler os comentários dos meus leitores, que já sinto como amigos, nunca tive e não tenho a menor vontade de ter comentaristas salsinhas como outros blogueiros têm.

Adoro saber que os meus leitores são profissionais da área, interessados por internet, blogueiros, a galera que costuma ir nos Barcamps, Blogcamps, Imasters Intercon e outros eventos do tipo. Aprendo muito com os comentários de vocês e quero continuar assim.

Uma mudança de foco.

Portanto, a partir desta semana, devo mudar o conteúdo do blog. A idéia geral é focar mais em matérias boas, conteúdo original, sem a necessidade de postar todos os dias, nem de postar muito, nem de cobrir as novidades em primeira mão.

Vou continuar recomendando postagens de assuntos que considero importantes e que têm relação com este blog aí na barra lateral.

O assunto continuará o mesmo de sempre. Não é exatamente um blog sobre web 2.0. Para definir do que trata este blog, prefiro mostrar a nuvem de tags.

Assim que completar os primeiros 100 dólares (falta pouquinho), vou tirar o Adsense e seguir o modelo de monetização do Henrique (recomendação de livros e hosting), que parece muito mais adequado ao meu nosso tipo de leitor.

Manifesto do novo Prática.

  • Menos TechCrunch, mais Creating Passionate Users.
  • Menos Read/Write/Web, mais O’Reilly Radar.
  • Menos Tiago Dória, menos Meio Bit, mais Não-Zero, mais Fábio Seixas, mais Viu-Isso, mais DWD (Luli).
  • Menos IDGNow, mais Webinsider.
  • Menos Digg, mais 37Signals.
  • Menos notícias, mais opinião.
  • Menos postagens, mais reflexão.
  • Menos palavras, mais profundidade, mais consisão.
  • Menos tempo gasto, mais tempo de qualidade.
  • Menos Adsense, mais indicação de livros e serviços de hospedagem.
  • Menos novidades em primeira mão, mais artigos sem data de validade.
  • Menos é mais.

Sketchcast | Fale e desenhe, depois publique no seu blog

Quando estou conversando com um cliente, principalmente quando o assunto é arquitetura de informação e design de interface, eu rabisco muito durante a conversa. Geralmente um rascunho torna fácil de entender coisas que falando são complicadíssimas.

Essa sempre foi uma das tantas vantagens de se fazer uma reunião real ao invés de conversar via internet. Na web não dá pra rabiscar e o outro ver seu rabisco imediatamente.

Com blogs é a mesma coisa. Geralmente nós levamos até uma hora para escrever um artigo que o leitor vai ler em 5 minutos. Não seria muito mais fácil explicar certos conceitos se pudéssemos falar e rabiscar ao mesmo tempo?

Sketchcast é a nova arma do blogueiro.

A empresa Arc90, aproveitando a idéia de um blogueiro, fez o Sketchcast. Um programa online que te dá uma lousa virtual, na qual você pode rabiscar e falar ao mesmo tempo. Tudo é gravado em um vídeo, que pode ser embedado inserido no seu blog, como um vídeo do youtube. O programa já nasceu com uma tradução (ruinzinha) para português.

Adorei a idéia.

Desenhos explicando conceitos complexos me lembram imediatamente o saudoso blog da Kathy Sierra. O que eu mais gostava no blog dela era que bastava olhar para a ilustração e você já entendia tudo que ela queria dizer nas suas (geralmente enormes e maravilhosas) postagens.

Fiz um Sketchcast para testar o programa (veja abaixo) que é bastante leve, fácil de usar e rápido. Mas em vez de fazer algum desenho que explique o que eu estava dizendo, acabei fazendo um doodle.

[via Techcrunch]

Monetização

Inspirado pelo Inagaki, resolvi Monetizar também o meu blog.

madame-monet-and-her-son.jpg

Blogday 2007 | Blogs que descobri no blogcamp

Blog Day 2007

Acho que a coisa que eu mais fiz nesta semana pós blogcamp foi assinar novos blogs. Boa oportunidade para participar blogday e mostrar algumas boas descobertas:

Minhas 5 indicaçoes no blogday

1. Não Zero, de Juliano Spyer. Acho que a coisa mais bacana do blogcamp, pra mim, foi conhecer o Juliano Spyer. Eu já conhecia o seu trabalho e seus artigos no webinsider, mas nunca havia falado com ele. Como eu e ele gostamos mais ou menos dos mesmos assuntos (web 2.0, entre eles), acabamos ficando amigos instantaneamente. Seu blog novo é imperdível. Seu novo livro também, mas é assunto pra outra postagem.

2. Textos da Cíntia. Outra coisa legal do blogcamp foi conhecer jornalistas e gente nova. Uma delas foi a Cíntia, que escreve muito bem e tem um blog de contos e crônicas muito bacana.

3. Chá de Hortelã. Os “pensamentos sobre qualquer coisa” de Liliana Pellegrini são muito interessantes. Ela colaborou de maneira muito forte no blogcamp e foi um prazer conhecer, ela e seu marido, que fazem um trabalho muito interessante no interior de São Paulo.

4. Remix Narrativo, de Pollyana Ferrari. Foi outra pessoa que eu conheci no blogcamp. Ela é professora de Jornalismo Digital na PUC e Unifeo e dedica-se ao mercado editorial de internet desde 1995. Foi diretora da unidade de Internet da Editora Globo e diretora de conteúdo do portal iG. É autora de diversos livros sobre jornalismo digital. Precisa dizer que seu blog é imperdível?

5. DWD:3, de Luli Radfahrer. Todo webdesigner que se preze tem um livro do Luli, (design web design), como diz ele mesmo, “nem que seja escondido, atrás da estante”. Também estava no blogcamp, com sua mulher, a Paula, e colaborou bastante nas discussões. Seu blog (que eu já assinava) é tão bom quanto seus livros, os textos são grandes - mania de professor da ECA-USP ? - mas valem muito a leitura.

As instruções para a participação do Blogday são as seguintes:

1. Encontre 5 novos blogs que voce considera interessantes.
2. Notifique os 5 blogueiros que voce os está recomendando como parte do BlogDay 2007
3. Escreva uma curta descrição dos blogs e inclua um link para os blogs recomendados
4. Publiquei o post no dia 31 de agosto e
5. Adiciona a tag do BlogDay no Technorati usando este link: http://technorati.com/tag/BlogDay2007 e um link para o site do BlogDay http://www.blogday.org

Debate do Estadão sobre “Responsabilidade e Conteúdo Digital”

Acabei de ver a mesa redonda que o Estadão fez para discutir “Responsabilidade e Conteúdo Digital” e conseqüentemente, é claro, a polêmica campanha da agência Talent que insinua que os blogs têm conteúdo ruim.

Os convidados para o debate foram:

  • Bruna Calheiros - Sedentário e Hiperativo
  • Carlos Merigo - Brainstorm#9
  • Edney Souza - Interney.net
  • Gilson Schwartz - Professor da ECA-USP, responsável pela Cidade do Conhecimento
  • João Livi - Diretor de Criação da Talent
  • Marcelo Salles Gomes - Diretor de Núcleo Digital do Meio & Mensagem
  • Osvaldo Barbosa de Oliveira - Presidente do Interactive Advertising Bureau Brasil
  • Paulo Lima - moderador, Fundador e editor da Trip Editora
  • Pedro Dória - Colunista do Estadão, ex-blogueiro do nominimo.

Alguns destaques do debate

Paulo Lima inicia o debate falando sobre comunicação, sobre como na internet qualquer pessoa pode ser um emissor.

Respondendo a pergunta do mediador, Merigo falou muito bem sobre o problema da propaganda que gerou toda a polêmica. Deixa claro que foi, sim, endereçada diretamente aos blogs, ao contrário do que João Livi disse.

Marcelo, do Meio & Mensagem, - que parecia ser o único não-blogueiro que realmente entende o que é um blog e qual é a dinâmica dos blogs - disse que o caso desta propaganda mostra a força da blogosfera brasileira.

Pedro Doria, disse ser o primeiro blogueiro a viver de blogs no Brasil e falou da falta de importância e credibilidade que os blogs têm no país. Cita vários casos de políticos que foram derrubados pela blogosfera em outros países como França e EUA. Diz que, embora a internet brasileira seja enorme, não consegue ter peso político.

Osvaldo Barbosa, fala do fenômeno das socialnetworkings e diz que não é a marca que legitima a qualidade. A opinião de um amigo pode ser mais importante que um crítico de jornal.

Gilson Schwartz, Professor da ECA-USP, chutou o pau da barraca. Disse que os blogs representam somente um aumento na quantidade de informação, mas sem nenhuma qualidade, que é tudo lixo e porcaria. Chegou a dizer frases como “são macacos mais raivosos” e “Tem mais é que meter o cacete nos blogs”.

Voltando ao tom acadêmico, Gilson citou uma pesquisa que demonstraria que os leitores querem a confiança e credibilidade que está associada ao papel-jornal. Segundo o professor, “Na blogosfera o espaço público está lá, mas a opinião pública não. O nível de relevância na informação que a sociedade pede não está sendo atingida”

Paulo Lima, respondendo ao Gilson, diz que a mídia tradicional também tem uma quantidade gigantesca de lixo e porcaria.

Em sua vez de falar, Edney defendeu os blogs, explicando que os adolescentes foram para o orkut há muito tempo e que agora sobraram o que ele chama de “blogs informativos”, que são bem diferentes dos blogs adolescentes. Diz que os blogs devem ser mais respeitados porque produzem conteúdo de qualidade.

Edney disse ainda que os antigos criadores de fanzines agora criam blogs, porque o investimento para começar um blog é baixíssimo. Gilson o interrompe dizendo que é formado em economia e que o que se gasta para fazer um blog não é investimento, mas custo, porque blogs não dão retorno financeiro. Edney responde deixando claro que vive - mantendo a família, comprando carro, casa, etc - do seu blog desde 2005.

Pedro Dória, defende que os blogs ganharão espaço naturalmente, conforme gerarem conteúdo bom. Merigo diz que não é a plataforma que diz o que é relevante, mas o conteúdo. Edney diz que o blog bom, que é cuidadoso com o conteúdo e com o leitor pode ter credibilidade e sustentar-se. Merigo concorda, dizendo que a reputação depende do conteúdo do blog.

Várias vezes durante o debate, falou-se sobre também sobre a qualificação do leitor. Gilson diz que a própria proliferação das mídias está criando um leitor mais qualificado.

Pedro diz que é necessário ter cuidado com o poder que qualquer meio de comunicação tem.

João Livi não assumiu erro nenhum

Embora tenha momentos tensos, em geral a mesa-redonda teve um clima bastante leve. Na minha opinião, João Livi foi muito falacioso várias vezes durante o debate, tentando fazer-nos entender que o conteúdo da campanha não tem nada a ver com os blogs. O diretor de criação da Talent chegou a assumir que não lê blogs, que não conhece bem o que são os blogs.

Embora o moderador do debate, Paulo Lima, tenha dito que “o evento é a inauguração do recall de campanha de publicidade no Brasil” (o que, na minha opinião, mostra, embora de maneira tímida, que a campanha foi um erro), Livi não assumiu em nenhum momento qualquer erro de sua agência, dizendo que a campanha foi mal interpretada.

Comentários no Twitter.

Muitos blogueiros acompanharam o evento no local ou pela internet comentando ao vivo no twitter. Surgiram comentários interessantes, copio aqui alguns:

@markun: “É tão difícil sacar que quando você democratiza o meio de publicação, você altera SIM o sistema todo?”, “Mas a campanha da Talent não é JUSTAMENTE porque os blogs começam a ganhar credibilidade?”, “Opa, vamos nos focar nesse ponto, sim? Para blog ser ( boa ) mídia, tem que existir responsabilidade. Da mesma forma que em qualquer outra mídia”.

@crisdias: “Será que o problema blogs x velha mídia (incluindo aí agencias de publicidade) é que o blog é um fenomeno da classe média?”

@fseixas: “Ahhh, a reputação…. impressionante como quem está de fora não percebe que a reputação é a base da blogosfera”, “Sinceramente, faltou blogueiro nesse debate”.

[Update:] pedido de desculpas

Do Estadão: “Antes do debate, o jornalista Roberto Godoy leu uma mensagem do Grupo Estado em que pediu desculpas aos que se sentiram ofendidos: ‘Amamos os blogs’”

De minha parte, desculpas aceitas, Sr. Roberto.