Na última versão do Firefox, o novo Gmail não trava mais.

gmail.jpgEu fiquei realmente empolgado com a nova versão do Gmail. Porém, desde que surgiu, meu firefox começou a travar sem parar - justamente ao usar o Gmail.

Fiquei num beco sem saída: Usar o Gmail novo era terrivelmente irritante porque o firefox travava, no entanto, voltar para a versão antiga era também irritante porque comparando com a nova esta era muito lenta. Na dúvida entre as duas irritações, eu fiquei com os travamentos (que acontecem na versão 2.0.0.9 do Firefox, tanto no Windows XP quando no Ubuntu).

Última versão do Firefox resolve o problema.

Agora a pouco, procurando uma resposta no Grupo do Gmail, encontrei uma mensagem de um brasileiro, Aleagi, que disse que ao instalar a versão 2.0.0.10 RC1 do Firefox, “seus problemas terminaram”. Testei e funcionou! Valeu Aleagi!

Comunidade-Suporte é mais competente que suporte tradicional.

Enquanto o suporte do Google, presente no grupo, só disse que era preciso esperar que a migração da interface antiga para a nova fosse terminada e que não havia qualquer solução à vista, um usuário simplesmente achou a solução e resolveu o problema. Aliás se alguém até aqui ainda tinha dúvidas sobre o uso de fóruns abertos para suporte em vez de responder usuário por usuário, este é mais um caso a favor da comunidade-suporte.

Gmail 2.0 | O computador novo que o Google me deu.

gmail.jpgBoa parte do meu trabalho diário é email. Não somente as respostas aos clientes, mas também os contatos, algumas informações vitais para trabalhos, briefings, etc, eu uso o gmail o dia todo. Quando quero parar de trabalhar, a primeira coisa que faço é fechar o gmail.

Meu novo computador.

Assim, agora com a nova versão do gmail, que está muito mais rápida (na minha percepção, pelo menos o dobro da velocidade), a impressão que eu tenho é a de que eu estou trabalhando em um computador novo e muito mais rápido.

Quando tudo está online, o que importa é a velocidade do software, não do computador.

Com a idéia de cloud computing (conforme nossos softwares migram do desktop para a web), essa é a nova relação que se estabelece: já não importa muito a velocidade do computador, importa a velocidade do software. E neste novo mundo, a parte da filosofia do google que diz “Fast is better than slow” é muito, muito bem vinda.

É importante para eles, que usavam ajax desde antes do nome existir, que popularizaram com o google maps a idéia de carregar dados sem recarregar a página, continuar na frente mesmo depois que estas tecnologias já estão muito mais maduras e conhecidas.

O Bruno Torres reclamou pelo menos duas vezes no twitter que o novo gmail travou o firefox dele. Comigo também aconteceu. Mas eu acredito que seja um problema passageiro. Atualização: E continua acontecendo bastante. Se continuar, serei obrigado a voltar para a versão anterior - entre o rápido travando e o lento estável, prefiro o último. No fórum do gmail não há nenhuma resposta, a orientação é esperar que a migração para a nova interface termine, o que deve levar aproximadamente um mês (!). Paciência.

Mute - o fim daquelas intermináveis conversas “para todos”.

Sabe quando um amigo manda uma piadinha “para todos” e “todos” começam a responder com gracinhas “para todos”? Às vezes é legal, mas geralmente não. Agora o gmail tem uma funcionalidade chamada “mute”, que faz com que todas as próximas mensagens de uma mesma conversa não cheguem mais ao inbox, indo direto para a pasta onde estiver aquela conversa, como se você tivesse criado um filtro.

E por falar em filtro, agora o gmail também ajuda a criar novos filtros a partir de uma mensagem.

Há também uma série de novos atalhos de teclado, por exemplo “]” que arquiva a mensagem atual e vai para a próxima imediatamente.

Outra coisa muito importante é que finalmente o gmail aprendeu a não quebrar o navegador: agora pode-se colocar uma label ou uma mensagem nos favoritos e acessa-las diretamente.

Acesso via IMAP facilita a vida de quem tem celulares bacanas.

Outra coisa que faltava no gmail e recentemente foi adicionada é o acesso via IMAP - com ele você configura seu gmail em um software qualquer (como no seu celular) e ele mostra todas as suas pastas e repete no servidor tudo que você fizer.

Por exemplo, se você deletar ou mover para uma determinada pasta uma mensagem no software desktop, ela é deletada ou movida na versão web também. Poder esvaziar a sua caixa de entrada na fila do banco, sem bagunçar toda a organização dos seus emails é algo realmente sensacional.

Somente agora o gerenciador de contatos ficou realmente bom.

Me parece que a tela de contatos do gmail está seguindo a filosofia da apple, de ir filtrando os itens conforme você vai descendo os níveis. Assim como no iTunes assim que eu clico no gênero rock são mostrados somente artistas, albuns e músicas deste gênero (e assim por diante), no novo gmail basta clicar em um grupo de contatos e aparecem somente os contatos daquele grupo, clicando em um contato, imediatamente aparecem os dados do contato.

O mesmo gerenciador de contatos também pode ser visto em outros aplicativos do google, como no google docs por exemplo. E você pode escolher uma imagem para um contato, adicionando do seu computador e recortando, ou da web, ou do picasa…

gmail-newer-version-4.png

Aplicativo Web mais rápido que desktop?

Enfim, por mais que algumas pessoas ainda acreditem que clientes de email no desktop são mais rápidos, eu acredito que cada dia mais será difícil para eles competirem com softwares online como o gmail. Email é um tipo de informação que é produzida online, em rede, coisa muito diferente de uma foto, um vídeo ou um texto, me parece natural que ele permaneça online.

Vamos ver agora para onde o gmail vai continuar melhorando -uma versão que funcione offline, com o google gears, talvez.

Buzzword, o novo “Word” online da Adobe, é melhor que Google Docs

A Adobe é dona de uma tecnologia para web que a coloca acima de qualquer outra empresa nessa área. Basta dizer que ela é dona do photohop e do flash, dois programas que dominam seus mercados, quase sem concorrência.

Com toda essa tecnologia, seria estranho continuar vendendo licenças de software e não entrar na onda do . Eles perceberam isso e estão lançando hoje duas novidades: o Buzzword e o Adobe Share. O primeiro é um processador de textos online e o último um serviço de compartilhamento de documentos.

Buzzword, o primeiro processador de textos real online.

Vamos combinar: o Google Docs, que eu uso e gosto muito, não é realmente um processador de textos, é um editor de html WYSIWYG. Pensando assim, o Buzzword - que era da empresa Virtual Ubiquity, recentemente comprada pela Adobe - é o primeiro programa online que é realmente um processador de textos.

buzzword-thumb.png

Qual é a diferença?

O Buzzword foi desenvolvido através do framework Flex, da Adobe. Ele roda sobre a última versão do plugin Flash. Isso dá a ele poder para ter algumas funcionalidades que o diferem de qualquer outro editor online:

  • Qualidade superior da tipografia.
  • Capacidade de editar o layout de cada página (de papel, não de web).
  • Clicar e arrastar imagens para qualquer posição da página, enquanto o texto se alinha automaticamente ao redor.

Fora isso, segundo o TechCrunch, o programa tem funcionalidades básicas de qualquer outro processador de texto online como inserir tabelas, imagens, histórico de edições, compartilhamento fácil, colaboração em tempo real, correção ortográfica, etc.

Mas o Google Docs continua na frente.

Por mais superior que o Buzzword seja, o Google Docs continua, e provavelmente continuará por um bom tempo, em primeiro lugar entre os programas do gênero.

Ao citar os motivos de tal liderança, Tim O’Reilly cita o que um amigo seu chama de “os três Fs”: “First, Fabulous, or F***ed.” (Primeiro, Fabuloso ou está F***dido).

Lançado como a startup Writely, que foi mais tarde comprada pelo Google, o Docs foi o primeiro programa realmente bom do gênero a ser lançado online. É muito difícil para uma pessoa que tem dezenas de documentos no Docs migrar para o Buzzword.

Também no ramo de compartilhamento de documentos.

Além de entrar de cabeça no ramo do Office 2.0, batendo de frente contra a Microsoft e o Google, a Adobe também lançou uma ferramenta de compartilhamento de documentos chamada Adobe Share.

Alem de oferecer 1GB de espaço, uma das coisas mais interessantes do serviço é que ele promete oferecer um widget para pre-vizualização dos documentos. Assim será fácil inserir, por exemplo, um PDF em um blog, como um vídeo do Youtube.

Rsizr | Redimensionamento milagroso de imagens já existe!

Lembram do “Algoritmo milagroso de redimensionamento de imagens”? Eu me lembro de minha mulher vir até o meu computador ver o que é que estava acontecendo pra eu falar tanto “nossa!”, “caramba!”, “uau!”…

Era uma promessa de um software, que aliás foi comprado pela adobe, que redimensiona imagens sem distorcê-las, retirando partes “menos importantes” como o céu ou a grama e mantendo partes mais importantes como você e sua família.

Se você não viu ainda, vale dar uma olhadinha no vídeo abaixo.

A novidade: já fizeram um software usando esta tecnologia, online!

rsizr_logo.gifO Rsizr é provavelmente algo muito parecido com o que será o photoshop express: um software de edição gráfica online. Feito em flash, o programa é muito rápido, leve e fácil de usar, principalmente pra quem já usa o photoshop, já que ele tem várias similaridades com a interface do programa.

rsizr.jpg

Além da funcionalidade de redimensionar usando o algoritmo citado acima, o programa também tem outras funções básicas como recortar, girar e otimizar como jpg.

Antes e depois.

Veja abaixo um teste que eu fiz com o Rsizr. Perceba que na imagem menor o tamanho da moça com o guarda-chuva e do menino é exatamente o mesmo da imagem original, o software só removeu partes do céu e da relva.

Antes

Depois
madame-monet-and-her-son_rsizr.jpg

A polêmica

Rolou entre a comunidade de designers e fotógrafos alguma polêmica a respeito deste algoritmo. O problema é: quem disse que partes de uma composição como o céu e a relva, são desnecessárias ou supérfluas? No caso do trabalho de Monet mostrado acima, parece óbvio que a imagem original é muito mais poderosa, muito mais bonita.

Vem pra ajudar

Mas de qualquer maneira, esta é mais uma ferramenta que, ao lado de outras, vem para ajudar no trabalho. E por ser online, gratuita e tão fácil de mexer, é ótima opção para edição rápida de fotos.

Google lança seu Powerpoint Online

O Google já tinha no seu produto Google Docs, concorrentes online para o Word e o Excel da Microsoft. Há uma corrida desesperada para definir quem dominará o mercado .

Agora é a vez do Powerpoint.

Como antecipamos aqui há meses, o Google lançou oficialmente hoje o seu concorrente do Powerpoint. O aplicativo online, se comparado ao produto da microsoft, é bem básico. E é por isso mesmo que eu prefiro os programas do Google às versões desktop da microsoft.

No início deste ano o Google comprou uma empresa que já trabalha na área de apresentações e conversão de documentos online, a Tonic. É a partir desta compra que desenvolveram seu próprio aplicativo de apresentações.

google-powerpoint.jpg

Em 25 línguas.

O Google tem sempre uma preocupação com os usuários locais, em vários países. (E dinheiro para traduzir seus produtos para tantas línguas, fazendo lançamentos simultâneos). Com este caso não foi diferente, o produto está disponível em português.

Colaboração

Não é justo comparar um produto online com um offline. Cada um tem suas características: o online tem obrigação de ser rápido num ambiente que não facilita muito, mas tem a vantagem genial de facilitar a colaboração, sem trocas infinitas de e-mails e cópias de arquivos; o software desktop tem a vantagem de estar em uma plataforma mais rápida do que a web e por isso pode ter recursos mais pesados.

O legal do Google Docs, seja com apresentações, documentos ou planilhas, é a facilidade que um usuário tem de compartilhar seu documento com outros evitando o vai e vem de versões.

Para compartilhar, basta enviar um link.

Quando uma apresentação é publicada, o apresentador pode simplesmente enviar um link para outras pessoas e elas poderão acompanhar a apresentação. Na lateral da tela há um Chat do Google Talk que facilita aos usuários trocarem idéias sobre a apresentação enquanto estão assistindo.

Recursos. Usuários podem

  • Criar e manter apresentações em um único lugar na Web que é acessível a qualquer hora em qualquer computador que tenha internet.
  • Administrar, atualizar e compartilhar apresentações com colegas, enviando um simples e-mail de convite.
  • Editar juntos e em tempo real, ou contribuir em horas diferentes a mesma apresentação na web.
  • Publicar, apresentar e controlar slides para qualquer pessoa na web, ou para indivíduos convidados, sem necessidade de qualquer configuração especial
  • Chat para quem assiste conversar sobre a apresentação.
  • Importar apresentações.

Adeus MS Office.

Não testei exaustivamente o produto, mas a primeira impressão é a de que eu finalmente poderei desinstalar o Microsoft Office para não vê-lo novamente tão cedo. O Powerpoint era o último programa que me fazia manter o produto da microsoft instalado no meu computador. Agora poderei me libertar do computador local (em relação a este tipo de documentos, pelo menos) e aproveitar os benefícios do Office 2.0.

Vídeo explicando tudo

Veja este vídeo, criado pela Common Craft, que explica de maneira brilhantemente simples como funciona o mundo do Office 2.0:

Aproveitando, veja aqui os slides que eu usei na palestra que ministrei na PUC semana passada.

Adobe revela screenshot do Photoshop Express - versão online do programa

photoshop-express.jpg

Como sabemos desde fevereiro, a Adobe vai lançar uma versão online do Photoshop. A novidade é que já tem uma prévia da tela do programa. Além disso, já sabemos o nome da versão: Photoshop Express.

Quem dá a notícia é o gerente de produtos responsável pelo Adobe Photoshop, John Nack. Segundo ele, a idéia não é replicar todos os features do photoshop, mas tornar a tecnologia de edição de imagens disponível a um público mais amplo.

Na minha opinião, será um forte concorrente, não só dos similares que já existem, bem como do Gimp, como também do próprio photoshop, que em sua versão pirata alternativa é largamente utilizado para retoques básicos, dos quais a versão online certamente dará conta.

Minha impressão é que a Adobe tem uma estratégia parecida com a Microsoft: entra no mercado depois de todo mundo, mas com muito peso.

[via Techcrunch]

Texty | Um widget ultra simples como CMS