Gmail 2.0 | O computador novo que o Google me deu.

gmail.jpgBoa parte do meu trabalho diário é email. Não somente as respostas aos clientes, mas também os contatos, algumas informações vitais para trabalhos, briefings, etc, eu uso o gmail o dia todo. Quando quero parar de trabalhar, a primeira coisa que faço é fechar o gmail.

Meu novo computador.

Assim, agora com a nova versão do gmail, que está muito mais rápida (na minha percepção, pelo menos o dobro da velocidade), a impressão que eu tenho é a de que eu estou trabalhando em um computador novo e muito mais rápido.

Quando tudo está online, o que importa é a velocidade do software, não do computador.

Com a idéia de cloud computing (conforme nossos softwares migram do desktop para a web), essa é a nova relação que se estabelece: já não importa muito a velocidade do computador, importa a velocidade do software. E neste novo mundo, a parte da filosofia do google que diz “Fast is better than slow” é muito, muito bem vinda.

É importante para eles, que usavam ajax desde antes do nome existir, que popularizaram com o google maps a idéia de carregar dados sem recarregar a página, continuar na frente mesmo depois que estas tecnologias já estão muito mais maduras e conhecidas.

O Bruno Torres reclamou pelo menos duas vezes no twitter que o novo gmail travou o firefox dele. Comigo também aconteceu. Mas eu acredito que seja um problema passageiro. Atualização: E continua acontecendo bastante. Se continuar, serei obrigado a voltar para a versão anterior - entre o rápido travando e o lento estável, prefiro o último. No fórum do gmail não há nenhuma resposta, a orientação é esperar que a migração para a nova interface termine, o que deve levar aproximadamente um mês (!). Paciência.

Mute - o fim daquelas intermináveis conversas “para todos”.

Sabe quando um amigo manda uma piadinha “para todos” e “todos” começam a responder com gracinhas “para todos”? Às vezes é legal, mas geralmente não. Agora o gmail tem uma funcionalidade chamada “mute”, que faz com que todas as próximas mensagens de uma mesma conversa não cheguem mais ao inbox, indo direto para a pasta onde estiver aquela conversa, como se você tivesse criado um filtro.

E por falar em filtro, agora o gmail também ajuda a criar novos filtros a partir de uma mensagem.

Há também uma série de novos atalhos de teclado, por exemplo “]” que arquiva a mensagem atual e vai para a próxima imediatamente.

Outra coisa muito importante é que finalmente o gmail aprendeu a não quebrar o navegador: agora pode-se colocar uma label ou uma mensagem nos favoritos e acessa-las diretamente.

Acesso via IMAP facilita a vida de quem tem celulares bacanas.

Outra coisa que faltava no gmail e recentemente foi adicionada é o acesso via IMAP - com ele você configura seu gmail em um software qualquer (como no seu celular) e ele mostra todas as suas pastas e repete no servidor tudo que você fizer.

Por exemplo, se você deletar ou mover para uma determinada pasta uma mensagem no software desktop, ela é deletada ou movida na versão web também. Poder esvaziar a sua caixa de entrada na fila do banco, sem bagunçar toda a organização dos seus emails é algo realmente sensacional.

Somente agora o gerenciador de contatos ficou realmente bom.

Me parece que a tela de contatos do gmail está seguindo a filosofia da apple, de ir filtrando os itens conforme você vai descendo os níveis. Assim como no iTunes assim que eu clico no gênero rock são mostrados somente artistas, albuns e músicas deste gênero (e assim por diante), no novo gmail basta clicar em um grupo de contatos e aparecem somente os contatos daquele grupo, clicando em um contato, imediatamente aparecem os dados do contato.

O mesmo gerenciador de contatos também pode ser visto em outros aplicativos do google, como no google docs por exemplo. E você pode escolher uma imagem para um contato, adicionando do seu computador e recortando, ou da web, ou do picasa…

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Aplicativo Web mais rápido que desktop?

Enfim, por mais que algumas pessoas ainda acreditem que clientes de email no desktop são mais rápidos, eu acredito que cada dia mais será difícil para eles competirem com softwares online como o gmail. Email é um tipo de informação que é produzida online, em rede, coisa muito diferente de uma foto, um vídeo ou um texto, me parece natural que ele permaneça online.

Vamos ver agora para onde o gmail vai continuar melhorando -uma versão que funcione offline, com o google gears, talvez.

Experiências inconvenientes não funcionam na web.

Em uma brilhante apresentação, Ian Rogers, VP de Desenvolvimento de Produtos do Yahoo Music, mostra um grande entendimento do que funciona e o que não funciona na web. Em uma síntese: experiências irritantes - como por exemplo, arquivos de música bloqueados com DRM - não funcionam.

Não deixarei o Yahoo! investir em inconveniência.

Ian diz de maneira eloqüente a sua posição em relação a obrigar o usuário a passar por experiências chatas só para satisfazer a mentalidade reacionária das grandes gravadoras:

Eu não vou mais cair nesta armadilha. Se as gravadoras que oferecem conteúdo para o Yahoo! continuarem a colocar mais barreiras diante dos usuários, eu não estou interessado. Faça o que você sentir que precisa fazer no seu negócio, eu serei educado, direi obrigado, e não aceitarei. Eu não deixarei que o Yahoo! continue investindo dinheiro em inconveniência para o consumidor. (minha tradução livre)

O usuário deve esta em primeiro lugar.

Uma importantíssima lição que foi aprendida nos últimos anos é que na web, o usuário deve estar em primeiro lugar. Não adianta brigar contra o consumidor, é preciso ouvi-lo e atender a sua necessidade.

eternal_scream.jpgO Pop-up parecia bom pra o anunciante, pois obrigava o visitante dos grandes portais a ver a propaganda. Mas ter que ver e depois fechar um pop-up é tão inconveniente que logo foram criados os bloqueadores de pop-up. Parecia bom para as empresas poder atingir a caixa de e-mail de milhares de usuários, mas é inconveniente receber spam, e logo apareceram os bloqueadores de spam. Da mesma maneira, o DRM é inconveniente para o usuário, e logo apareceram as ferramentas para remoção do DRM.

É preciso aprender de uma vez por todas: na web, aquilo que é inconveniente para o usuário, é também inconveniente para os negócios.

A indústria está amadurecendo.

Como aponta Ian, o Napster não inventou o P2P, essa habilidade de transferir dados diretamente entre computadores, sem um servidor central, é inerente ao TCP/IP e à própria internet. Antes de haver um software para organizar essas maneiras de compartilhamento de dados, sempre foi possível, por exemplo, trocar arquivos com um amigo via messenger (ICQ) ou email.

Não adianta tentar mudar a própria natureza da informação digital: ela se propaga livremente. Somente agora a indústria musical está começando a aprender a jogar com a maneira como a internet funciona e se aproveitar disso. Dois excelentes exemplos são a nova loja de MP3 sem DRM da Amazon e a recente abertura de todo o conteúdo arquivado do NY Times.

Tudo mais seguirá.

Finalmente, copio um trecho da filosofia da desta.ca: Quem decide qual produto continuar, qual deixar de escanteio, qual item incrementar, qual retirar de um sistema, é o usuário. Ele é o chefe, é ele quem manda. Por isso: nada de popups chatos, nada de sites lentos, nenhum truque para que o usuário compre mais, nada de nada que o usuário não goste. Se os usuários gostarem do nosso trabalho, tudo mais seguirá. Fazemos coro com a filosofia do google: faça dinheiro sem fazer o mal.

Acidente da Tam foi causado por falhas de usabilidade?

Todo mundo tem alguma coisa pra falar sobre o acidente da Tam. Eu não tenho nada. Não gosto de conversar sobre tragédias. Tampouco gosto de ler sobre estes assuntos.

Mas o Fred postou hoje um excelente artigo, defendendo uma tese de que O acidente da Tam pode ter sido causado por problemas de usabilidade.

Cito alguns trechos:

Pode ser que os pilotos, acostumados com o procedimento padrão, ativaram o auto-brake Lo, quando deveria ser Med ou Max. Também pode ser que eles tenham superestimado a velocidade máxima que o avião poderia atingir naquela situação e usaram o padrão. Em ambos os casos, a máquina não toma a decisão sozinha, mas contribui para o piloto tomar.

Quando se automatizam procedimentos nas máquinas, o processo não fica explícito para os homens e eles tendem a confiar demais na automatização. É por isso que a cabine do avião tem tantos displays e controles. Poderia ser tudo automatizado e controlado através de poucos controles, mas devido às experiências fracassadas de outrora, a aviação tenta reduzir ao mínimo a automatização.

[…]

Se a investigação apontar “erro humano” na operação, devemos considerar se não seriam problemas de usabilidade imprevistos que surgiram na situação de risco e não permitiram a rápida recuperação do problema ou se a automatização induziu ao “erro humano”.

Leia a matéria completa.

Aplicativo mostra como seu site é carregado.

pingdom-full-page-test.jpg

O Pingdom Full Page Test é um aplicativo online que mostra exatamente como um site é carregado. Ele separa arquivo por arquivo, organizando tudo em ordem de carregamento, e separa até cada um dos diferentes momentos do carregamento de um arquivo.

É uma excelente ferramenta pra quem quer analisar o código do site e perceber o peso (ou talvez poderíamos dizer o “custo”) de cada imagem, código e arquivo carregado em uma página.

No flickr há uma série de screenshots de testes, um deles mostra a homepage do google. Com este tipo de teste detalhado de carregamento é fácil entender, por exemplo, porque o site do google só tem uma imagem: o logotipo corresponde a metade do tempo total de carregamento da home page.

10 motivos para preferir o Windows ao Ubuntu

Há algum tempo eu tenho usado o Linux (Ubuntu) e o Windows, paralelamente. Já falei aqui sobre a minha primeira impressão do Ubuntu, que foi ótima. Agora, depois de um tempo usando os dois sistemas, estou quase chegando à conclusão de que, pra mim, é melhor usar o Windows ao Linux. Vamos aos motivos:

1. Múltiplas áreas de trabalho.
Uma coisa que eu adoro no Linux é a maneira como ele me ajuda a me organizar com as múltiplas áreas de trabalho. Acontece que eu achei um programa, o dexpot, que faz isso no Windows. Não é tão bom quanto o Gnome, mas já é uma coisa que antes eu só tinha no Linux e agora tenho também no Windows.

objectdock.jpg2. Objectdock - um dock igual ao do Mac, no Windows.
Depois de me impressionar com a beleza do macbook-pró de um amigo, resolvi procurar um dock igual para Windows. Achei, é o objectdock. Troquei toda a barra de tarefas e menu iniciar pela linda barrinha do objectdock plus, isso tornou o Windows muito mais bonito e gostoso de usar. Veja a tela aqui.

3. Google desktop.
Eu sei que o linux tem o Spotligh para buscas no desktop. Mas uma das coisas que mas me faz falta no linux são os gadgets do Google desktop. Antes eu usava muito esses programinhas, pra ficar por dentro de tudo sem precisar ir no gmail, google reader… Alternando entre linux/windows eu estou usando o igoogle para ter as mesmas funcionalidades, mas ele não chega nem perto da beleza e agilidade da barra lateral do gdesktop.

4. Photoshop.
O Gimp é legal, mas ainda não tem tudo que eu uso no photoshop. O Gimpshop - que promete ter uma interface como a do photoshop - me deixou frustrado. Eu passei muito, muito tempo testando as muitas maneiras que dizem por aí que é possível instalar o photoshop no linux, mas não achei nenhuma que funcionasse direito. Além disso, há muitos anos eu uso o photoshop, não acho que valha a pena a curva de aprendizado para ter no gimp a agilidade que tenho hoje no photoshop.

5. Macromedia Flash/Dreamweaver.
O Dreamweaver é o programa onde eu estou acostumado a programar interfaces. Eu sei que tem coisas até melhores para o linux (o eclipse, por exemplo), mas aí aplica-se a mesma questão (curva de aprendizado) do photoshop. O mesmo a respeito do Flash.

6. Internet Explorer
Mais um problema exclusivo de quem faz design de interfaces para web. Embora eu só use o firefox, tudo que eu faço deve funcionar no Internet Explorer. Eu não tenho certeza absoluta de que o IEs4Linux roda exatamente como IE no windows.

7. Google Talk.
O pidgin é muito legal, bem melhor que o gaim era. Mas ainda não é tão bom quanto o google talk, que há bastante tempo é o único IM que eu uso. A maioria das minhas reuniões com clientes são feitas por voz através do Gtalk, por isso, sem ele a minha vida fica bem mais difícil.

8. Personalização.
Uma coisa que eu preferia no linux é a enorme facilidade que eu tenho para deixa-lo como eu quero, personalizando cada detalhe. Bem, às vezes isso também é um problema, porque com tantas opções algumas tarefas que deveriam ser fáceis acabam sendo complicadas - eu preciso de um “how to” para praticamente qualquer configuração menos usual e instalação de programas que não estejam no repositório. Encontrei o programa (grátis e da própria Microsoft) Powertoys TweakUI que torna fácil personalizar muita coisa que antes eu achava impossível mudar no Windows.

9. Rapidez e Estabilidade.
Antigamente o linux era conhecido por ser muito mais rápido e estável. Bem, nestas semanas em que estou usando os dois, percebi que realmente o Ubuntu é mais rápido, mas não MUITO. E o meu Windows Xp, cuidadosamente configurado, sem nenhum programa desnecessário instalado, não tem travado quase nunca. Há diferença aqui, o linux é melhor, mas não é tanto quanto era antigamente - quando o Windows 95 com IE4 vivia dando dor de cabeça.

10. Segurança.
Quase todos os programas que eu mais uso são online. Com isso eu tenho todos os benefícios do Office 2.0, entre eles uma preocupação muito menor com virus, backup e perda/roubo de dados. Basta eu fazer backup dos arquivos que uso no desktop (que são poucos) e posso ficar tranqüilo: se o windows bichar, basta formatar - o que me leva umas 4 horas, mas eu não me lembro da última vez que tive um vírus no computador, porque sou muito cuidadoso com o que acesso na internet.

Conclusão.
Enfim, eu gostaria muito, muito mesmo, de esquecer o windows de vez e usar só o linux, mas, por causa dos programas que eu não posso usar, me parece melhor adaptar o windows para funcionar como eu quero do que ter que me adaptar a outros programas essenciais à minha produtividade. Bastaria que a Adobe e o Google (quem diria! logo eles que aproveitam tanto o opensource) dessem mais atenção ao Linux para que eu voltasse ao meu tão querido pinguim. Mas por enquanto, fico no windows.

E vocês (já que a grande maioria dos leitores usam Windows), porque preferem o windows ao Linux? Quem usa Linux, porque prefere ao Windows?

Dexpot | Mutiplas Áreas de trabalho no Windows

Uma coisa que eu tenho percebido é que o grande diferencial do linux para o windows é realmente a segurança e estabilidade do núcleo do sistema. Fora isso, o Ubuntu tem frescuras que geralmente algum outro programa também faz no Windows.

É o caso das multiplas áreas de trabalho.

Uma coisa que eu sinto falta quando troco do linux para o windows é a organização das janelas em várias áreas de trabalho. Eu uso uma com o firefox com abas relacionadas ao que estou trabalhando no momento, outra área com o programa de música (itunes/rythmbox ou last.fm) e outra com outro firefox com o igoogle e o slimtimer (pq o dialogus, que eu uso para organizar minhas tarefas, ainda não é um time tracker).

Depois de pesquisar um pouco, descobri o Dexpot. Com ele dá pra ter multiplas áreas de trabalho, como no ubuntu.

O Windows continua sendo mais lento e menos estável, personalizavel e seguro. Mas pelo menos eu posso me organizar da mesma maneira nos dois sistemas operacionais, enquanto a Adobe não faz uma versão para linux dos seus programas (sem os quais eu ainda não vivo).

O dexpot tem uns chiliques de vez em quando - como perder uma janela ou deixar um borrão em uma das áreas de trabalho - mas é um bom quebra galho.

Por que o código dos gigantes não valida?

Por que sites de grandes empresas como Google, Yahoo e Microsoft não têm código válido nos padrões web tradicionais? Publiquei uma matéria no webinsider sobre este assunto hoje, dá uma passadinha lá. Você não vai encontrar a resposta, mas pode deixar a sua.

Na própria matéria eu inseri a opinião dos amigos Frederick van Amstel e Henrique Costa.

Alguns amigos já deixaram lá suas opiniões, entre as quais eu destaco a do Walmar:

Um experimento mostrou que para usar web standards e deixar o buscador do Google compatível com todas as combinações de sistemas operacionais e navegadores que eles possuem atualmente (e são browsers muito antigos), seriam necessários tantos hacks que o código ficaria alguns kilobytes mais pesado.

Multiplicando esses poucos kilobytes a mais pela insana quantidade de acessos diários que tem o Google, gastaria-se alguns milhares de dólares a mais somente em banda. Colocando prós e contras na balança, eles teriam chegado à conclusão que não valeria a pena.